GR Consultoria

Valorize!

É normal do ser humano querer economizar, e no concreto aparente não poderia ser diferente.

Costumo dizer que existem etapas onde se deve investir mais ou menos nos insumos que envolvem o processo executivo.

Porém, na mão de obra da execução e do tratamento, não se pode analisar o número como item #1. O valor é importante para a tomada de decisão desde que sejam comparadas empresas do mesmo nível, com os mesmos detalhamentos e as mesmas etapas processuais da execução. Assim como a mesma qualidade dos produtos/equipamentos/funcionários. Enfim, uma análise justa, e coerente.

Se essa análise não for feita, corre-se o risco de se encontrar pelo caminho empresas aventureiras, que não têm real noção do trabalho e da responsabilidade em questão, e até mesmo empresas com desvio de caráter grave – infelizmente, existem.

Já ví obras onde o arrependimento foi notório. 

Quando participo de um projeto, sempre procuro cercar a obra com o alto nível que o processo necessita, com profissionais que demonstrem conhecimento, ética e sejam pessoas de boa energia.

Na grande maioria das obras isso é evidenciado no resultado, pois o time só tende a ficar mais forte.

Por isso, pense antes de contratar. 

A velha máxima de nossa avó, a frase do “barato sai caro” é uma verdade aqui!

 

“E se…?”

Nas obras que participo, de maneira velada prefiro pecar pelo excesso junto à equipe do canteiro do que, posteriormente, lamentar e se arrepender com a célebre pergunta: “e se…?”.

O processo de obtenção do concreto aparente é repleto de detalhes e cuidados, e são eles que compõem e contribuem diretamente no resultado final.

Nem todos esses detalhes e cuidados estão ao nosso alcance, e não teremos controle direto do pacote como um todo, mas boa parte pode sim ser zelado por nós.

Mas não tem mágica! Uma boa mão de obra precisa de bons insumos. 

 Ao mesmo tempo, destaca-se: há momentos de se economizar e momentos de se investir um pouco mais. Ao final, tem-se o ponto de equilíbrio financeiro do processo.

Nunca compare qualidades diferentes sob o mesmo parâmetro.

E lembre-se: a confiança é a base do desenvolvimento.

Novas propostas de Texturas

Começando a pesquisar sobre texturas não utilizadas em obras de concreto aparente moldado “in loco”, e como desenvolver soluções exequíveis técnica-financeiramente.

Elementos industrializados com base plástica, de borracha (piso clássico com diferentes texturas), acrílico (aquele do box do banheiro antigo), metálica (telha), enfim, se pararmos para pensar há uma infinidade de possibilidades.

Até mesmo um saco plástico pode gerar um efeito visual totalmente fora do padrão – vide imagem.

Não necessariamente pensar somente no projeto como um todo, mas, às vezes, um detalhe sendo executado com esse toque.

A se pensar…!

Texturas, Ângulos e Cores

Além das receitas consagradas de texturas de concreto aparente – ripado na horizontal e liso paginado, quem acompanha o Instagram da GR (@grconsultoria) tem visualizado obras com texturas das mais variadas.

Forma de bambu, concreto decapado, compensado OSB, concreto lapidado com agregado exposto são os últimos exemplos de quem acompanha o Instagram da GR tem ciência.

Além de texturas, os ângulos têm tido participação principal em alguns projetos. 

Assim como as cores.

Há variadas linguagens e soluções que podem e devem ser analisadas/testadas para determinados projetos.

Não se deve ter receio dos testes, pois grandes desenvolvimentos surgem após alguns testes. Amadurecidos previamente, tornam-se referências.

Conte com a GR!

Iluminação no Concreto

Um amigo arquiteto que tenho respeito e admiração me enviou o catálogo de uma empresa chamada Simes (com assinatura de Marc Sadler), e um dos assuntos que me chamou a atenção em específico foi a maneira como ele trabalhou com a iluminação no concreto moldado no local.

Você já imaginou criar luminária, arandela e balizador no concreto moldado no local, pensando-se na angulação e demais criações que envolvem o trabalho com a luz?

Certamente os amantes do concreto aparente assim como eu começarão a pensar em diferentes ideias.

E os arquitetos/designers podem, e devem, criar algo nesse sentido!

 

Tudo no seu tempo…!

Quando um belo projeto de arquitetura é concebido com concreto aparente, sua materialização passa por diversos pontos que devem ser debatidos desde a fase embrionária.

Por isso incentivo aos arquitetos o nosso contato desde a concepção.

Podemos, e devemos, cercar pontos desde já para que o projeto nasça com certo grau de amadurecimento e não necessite de intervenções ao longo de sua produção.

Isso parte desde as questões estéticas até as técnicas, envolvendo todo o time da obra (projetistas e executores).

Textura, tom, logística, pingadeiras, e demais detalhes ligados ao processo devem ser debatidos.

No canteiro, o primeiro e fundamental passo é a execução da laje/parede-teste em caso real (armação, forma, dimensão, concreto etc).

A mão de obra tem a oportunidade de ter contato com os insumos e o processo executivo, podendo e devendo assimilar os aprendizados. O concreto é testado no canteiro, e, ao final, o arquiteto e seu cliente fazem suas ponderações.

Basicamente, esse é o processo de desenvolvimento.

Leva tempo e dedicação, mas os frutos são colhidos.

Pode ter certeza!

Desformou, está pronto?

Há quem, erroneamente, diga que o concreto aparente ao ser desformado está pronto.

Por melhor que tenha sido todo o processo, é importante salientar que se deve:

I. eliminar (quimicamente e/ou mecanicamente – com equipamento e controles específicos) as sujidades e o desmoldante, conhecendo-se o verdadeiro tom do concreto;

II. corrigir pequenos detalhes (lembre-se do “menos é mais”);

III. remover o cone de encosto (“chupeta”) e o tubo 3/4, tamponando da maneira aprovada pela arquitetura;

IV. lavagem do concreto;

V. aplicação das proteções (hidro-óleo repelentes, por exemplo).

Isso sem entrar no mérito do tratamento de fissuras, assunto à parte que não é uma regra, mas pode ocorrer.

Portanto, cuidado com a ideia do “desformou, está pronto”.

[no exemplo ao lado, obra PM4 com um trecho recém-desformado]

 

2016 + Qualificação Profissional

Primeiramente, quero desejar um grande ano para você e sua família!

Nesse ano o Blog terá uma certa frequência. O convido a visitá-lo, sugerir temas, e até mesmo escrever para o blog sobre temas relacionados. Você é meu convidado. Caso tenha interesse, entre em contato, por favor.

Como escrevi o livro sobre a Qualificação Profissional na Construção Civil publicado pela Editora PINI (imagem ao lado) – sendo oriundo da minha dissertação de Mestrado no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), procuro sempre pensar sobre o tema.

Em suma, como lidar, e como encarar os desafios dentro da realidade do nosso mercado.

Uma solução relativamente simples e aplicável é contar com os parceiros que usualmente constituem as obras da empresa (arquitetos, projetistas, consultores e fornecedores) para que se fomente debates específicos com engenheiros, mestres e encarregados.

Além disso, compilar metodologias e aprendizados em um Manual Prático-Ilustrativo, tendo-se um histórico dos resultados. Toda obra gera aprendizado.

No canteiro, preparar futuros encarregados e mestres, podendo e devendo assimilá-los ao quadro de funcionários da empresa.

Isso porque a terceirização é uma realidade do nosso mercado difícil de mudar. Temos que nos adaptar e procurar caminhos realistas.

Dito isso, até mesmo ponderar a validade de se assimilar profissionais pontuais dentro de funções-chave como pedreiro, carpinteiro e armador pode ser uma estratégia interessante, uma vez que terão a formatação do padrão da empresa e farão a ligação direta com o canteiro.

Tudo isso, além de agregar conhecimento e respaldo, faz com que a empresa transmita confiança ao seu cliente.

Vamos debater esse tema…?

 

Seja Bem Vindo

Neste espaço serão feitas postagens expondo as novidades, compartilhando aprendizados do dia a dia das obras, de artigos, enfim, todos assuntos relacionados às vertentes da GR contando, inclusive, com convidados.

Aguarde!

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Obrigado pela sua visita…!